Sunday, December 10, 2006

"Rádio na Escola uma sintonia legal"

Caros Leitores,

Este breve artigo terá como objetivo trazer para cena uma breve discussão sobre rádio e educação, abordando de forma superficial o papel da rádio dentro da escola como um elemento integrante e facilitador do aprendizado de educadores e educandos.

A primeira transmissão radiofônica ocorreu em 24 de maio de 1844 por Samuel F. B. Morse, com o objetivo de ser um veículo de comunicação a serviço da classe dominante reproduzindo uma cultura elitista, centrada em um modelo de sociedade que só reforça a desigualdade entre as classes acentuando assim a pobreza no mundo provocada pela nova ordem mundial.

Sendo assim o Brasil tem o seu primeiro contato com a nova invenção por volta de 1893, com o padre e cientista brasileiro Roberto Landell de Moura, que realizou a primeira transmissão falada, sem fios, por ondas eletromagnéticas, iniciativa esta que futuramente iria se tornar o meio de comunicação mais comum do país.

Com a crescente necessidade de adaptação dos meios de comunicação a realidade dos seus usuários, o rádio hoje no Brasil é muito mais que um entretenimento e acima de tudo um veiculo de comunicação a serviço de uma ideologia dominante que difunde idéias e forma opinião.

Hoje no Brasil e no mundo temos uma variedade de modelos de rádio, temos as educativas, comerciais, Web, digitais, livres, piratas e as comunitárias entre outras que tem o objetivo cada uma de sua forma de levar informação aos ouvintes e comunicar com eles através de sua programação.

Pensar uma relação entre a rádio e a educação, é abrir um precedente para pensarmos na educação que temos? A que queremos? E a educação que verdadeiramente precisamos?

O modelo de educação em nosso país é fruto de uma educação elitista e tradicional, onde as inovações didático - pedagógicas, na maioria das vezes, são pacotes prontos, imposto por uma cultura cartesiana, castradora e dogmática. Na qual as pessoas são privadas do seus direito de escolha e dos seus direitos básicos como educação. E a educação que deveria ser um veículo de emancipação/ libertação acaba sendo utilizada a serviço de um ideal de sociedade, como parte estruturante de uma sociedade reprodutora e competitiva.

Quando se estabelece um processo de ensino-aprendizagem, todos os meios didáticos, metodológicos e pedagógicos devem está a serviço do desenvolvimento do educando e do educador que um dos mediadores do processo. Além de estar internalizado no corpo do planejamento político pedagógico das escolas e na pratica dos docentes.

O que tem ocorrido no cotidiano das escolas é que há uma resistência a estas iniciativas como, por exemplo: rádio na escola, quando isso ocorre só é vista como recurso pedagógico extra classe, em momento algum isso passa a ser incorporado com parte do currículo escola é sempre algo extra.

Sendo assim estas iniciativas acabam se tornando um apêndice no processo de aprendizagem do educando, pois são espaços que só são utilizados em “horários vagos”, ou como um projeto específico de uma turma ou de um semestre.

São atitudes como estas que tem contribuído para a manutenção do modelo de educação bancaria tão teorizado por Paulo Freire, onde assumimos como educadores uma postura acumulativa de conhecimento e tudo o que queremos é repassar para os nossos educandos tudo aquilo que achamos que sabemos e é necessário que eles saibam, matando sua capacidade criativa de aprender e apreender o mundo com seus próprios olhos.

Acreditamos que a educação deve desenvolver o seu papel fundamental de educação para emancipação, agregando como parte inerente ao processo todas iniciativas que visem qualificar a relação de ensino - aprendizagem do educando e do educador preparando-os para a vida e não somente para passar no vestibular.

O rádio na escola deve ser visto como mais uma voz qualificada e qualificadora da educação, onde professores e alunos vão aprender juntos a fazer uma re-leitura do mundo em que vivem, além das salas de aulas, mais que também é aula. É construção de conhecimento coletivo, é produção colaborativa quando vão produzir um programa sobre meio ambiente ou sobre reciclagem, é interdisciplinaridade para a vida.

Acreditamos na educação como fundamento para libertar a mente do homem que esta aprisionada nas amarras da ignorância, buscando romper as amarras que nos impede de gritar por liberdade intelectual e re-significar velhos aparelho ideológicos do estado, para que possam traduzir a ideologia de uma sociedade livre de pensamento e espírito criativo.

Bibliografia:
· ALTHUSSER, Louis, aparelhos ideológicos do estado, ed. Paz e terra S/A, 1999, São Paulo.
· FREIRE, Paulo; Pedagogia do oprimido, ed. Paz e terra, S/A, 1987, São Paulo.
· ____________; Importância do ato de ler, ed. CORTEZ, 1995, São Paulo.
· Disponível em: acessado em 08 e 09/12/06
·
http://www.bn.com.br/radios-antigos/radio.htm
·
http://www.microfone.jor.br/historia.htm
· http://paginas.terra.com.br/arte/sarmentocampos/Historia.htm
· http://www.locutor.info/



Tuesday, November 28, 2006

Pensando sobre rádio e educação...

Caros colegas,

Estou em um processo muito louco para produzir um artigo sobre radio e educação...quero abordar como a rádio pode e deve ser utilizada dentro da escola como parte integrante do curriculo e do panejamento pedagógico ao invés de um simples recurso audio - visual.

aguerdem que em breve estará publicado neste blog...espero muitos comentários de toda natureza.

ate +

André Araújo

Radio e Educação: uma relação possível?

Caros colegas,

Hoje apresentamos o nosso seminário sobre rádio é educação, onde apresentamos um histórico da rádio no Brasil e o seu papel como meio de comunicação que até hoje tem uma forte influência na vida das pessoas que a escuta.

Abordamos o seu papel como veiculo de educação e difusão de informações. através de uma analise parcial, refletimos sobre o uso inadequado da rádio nos processos pedagógicos como algo a parte ou como um mero instrumento pedagógico/tecnológico, a serviço da educação tradicional , mantendo-se fora do contexto cotidiano da disciplina ou da escola qua à utiliza.

Tratamos das iniciativas governamentais e seus programas de formação e alfabetização ligados a SEED - Secretaria de educação a Distancia do Mec, e como isso tem permitido que milhares de pessoas possam retomar os estudos e aprender com qualidade e inovação.

Na verdade tivemos a oportunidade de refletir sobre varios modelos de rádio: comercial, educativa, digital, livre, web e escolar, assima de tudo tivemos a oportunidade de confrontar os interesses destas diveras formas de comunicação dentro da mesma categoria, lembrando que o papel do conhecimento é de emancipar o sujeito dos grilhões da ignorância.

o que sabemos na verdade é que não temos com viver sem o rádio pois está presente em nossas vidas a mais de um século e é tão atual como as neo-tecnologias do sec. XXI.

André Araújo

Tuesday, October 31, 2006

Tv e Educação: relação possível?

olá caros leitores,

hoje discutimos sobre a relção Tv e educação e como desconhecemos os pontos nodais desta relação.

partimos do histórico da chegada da Tv no Brasil por volta dos anos 50 do sec. 20, e como a mesma está a serviço desde o seu inicio da classe dominante.

a Tv é o meio de comunicação responsável por chegar em 98% do território nacional interagindo diariamente com 185 milhões de brasileiros.

devemos buscar re-ver o papel deste meio de comunicação e como ele tem dialogado com a educação da população, qual o conteúdo ideológico que está nas entre linhas da programação do dia -a - dia?

a Tv hoje viraram verdadeiras babás eletronicas, as mães não tem com que deixar as crianças deixam em frente da televisão e vão fazer suas tarefas.

Esta caixa mágica difusora de ilusões e sonhos para grande parte da população inatingíveis, tem que re-pensar sua existência exclusiva de entretenimento e assumir o papel de formadora de massa crítica, tem que romper a barreira da imbecialização da população e construir conhecimentos emancipadores e politizantes.

Hoje acredito que a Tv tem deformado a capacidade do povo de diálogar sobre as problemáticas do cotidiano, a escola não tem contextualiza as informações que os alunos apreendem dos meio de comunicação, na verdade deixamos de ir a escola para não perder o programa preferido. quem é o vilão da história?

Independente da Tv analógica ou digital temos que criar estratégias como educadores para que os nossos educandos tornem-se pessoas capazes de filtrar do volume de informações que são emitidas, aquilo que tem credibilidade e valor formativo para o seu processo educativo.

Assistir TV requer "ligar" a capacidade de discordar e questionar os fatos viciantes da "droga" da telecomunicação. Vamos pensar sobre a tirania da informação... E o uso político dos meios de comunicação.

André Araújo

Tuesday, October 24, 2006

Conceitos fundantes do Ciberespaço.

Caros Navegadores,

hoje refletimos sobre os diversos conceitos fundantes do conceito maior do Ciberespaços. e como estes conecitos estão presentes em nossa vida e nos estamos dialogando de forma ativa com eles.

Falar das novas relações com o conhecimento que tem provocado o mundo e seus habitantes, a re-pensarem suas competencias e habilidades para dialogar com este novo caminho que a humanidade esta tomando para construir conhecimento, é gera um espaço fetil para transformação social.

As comunidades virtuais, os espaços colaborativos de construção de conhecimento e os espaço virtual de compartilhamento de saber, que nos dá a possibilidade de vencer as barreiras espaço-tempotais e geograficas, são conceitos que estavam distante da relações de ensino - aprendizagem deste modelo de educação que vivemos, pela ideologia do modode produção que o fundamenta, mostrando as multiplas possibilidades de um novo mundo do conhecimento.

Conceitos como inteligência coletica, multivocalidade, hipertexto entre outros tem aberto a janela para um horizonte mas coletivo e menos competitivo quando se fala de democratização da informação.

Pensar em um mundo onde as pessoas aprenderão coletivamente e de forma presencial e não presencial hoje já é totalmente possível e tem dado certo em varios locais.

A construção de redes virtuais permite o intercâmbio de informações e saberes com uma velocidade que rompe com o coneito de Tirania da Informação, apresentado ao mundo por Miltom Santos, na obra "Por uma Outra Gobalização". já prevendo uma mudança radical na tagetória do homem em busca do saber.


Hoje para dar a volta ao mundo não são necessários mas 80 dias, apenas alguns segundos dependendo da velocidade de sua maquina.

Sendo assim o conhecimento finalmente esta sendo compartilhando de forma multireferencial e sem uma linearidade castradora...abrindo assim a possibilidade do diálogo do homem com a complexidade do mundo.

André Araújo

Tuesday, October 17, 2006

Reflexões sobre Comunidade virtual...

olá pessoal,

buscando provocar/colaborar com a reflexão sobre o conceito de comunidade virtual que está rolando na rede trago para a lista os seguintes pontos.

No site www.wikepedia.com, a definição de comunidade virtual é: " comunidade que estabelece relação num espaço virtual. atraves de meios de comunicação a distancia. aglutinando pessoas ou grupos com interesses coletivos em busca de troca de experiencias e compartilhamento de informaçãs.


vale destacar como características fundantes do conceito os seguintes elementos: virtual, comunidade, grupo, interesse coletivo, compartilhamneto de experiência.

na verdade quando pensamos o conceito de virtual separadamente, abre-se um horizonte em relação ao que seria esse conceito e como tem impactado o nosso dia-a- dia.

segundo pierre Lévy, (1996) o virtual não se opõe ao real (com pensamos), mas sim ao atual...o virtual é como o compexo problematico, o nó de tendências ou de formas que acompanham uma situação... sendo assim se pensarmo o virtual com o atual ao invés de real, concluiremos que a virtualização não é uma desrealização da humanidade. pois o virtual o dever ser e o real com o ser.

pois é tão complexo pensarmos conseitualmente sobre esta coisas apesar que muito de nós utilizamos em nosso cotidiano, os blogs, as comunidades no okut, os grupos moderados como o yahoogrupos, as sala de bare-papo, msn e muito mais, sem saber muitas das vezes que estamso de forma conciente contribuindo para a solidificação deste conceito chamado comunidade virtual.

até,

André Araújo.

Tuesday, October 03, 2006

qual é a nova relação com o saber?

Caros leitores,

hoje demos continuidade na discussão sobre a fantastica relação com o saber na contemporaneidade, como tem se dado as formas de construção de conhecimento na atualidade? quais os processos pedagógicos que devemos adotar para mediar a relação de ensino-aprendizagem? qual o papel do professor no processo de aprendizagem? como dialogar com a enorme velocidade com a qual a informação/conhecimento tem se multiplicado no mundo?

Na verdade o que temos com ponto de referência é a necessidade evidente de abordarmos e re-significarmos conceitos de suma importancia para construirmos novos paradigmas frente a ao "modelo" de educação necessario para uma sociedade tão complexa e moderna como a nossa.

devemos buscar novas abordagens pedagógicas que valorize a construção/compartilhamento coletivo do saber, visando a re-construção de uma sociedade mais solidaria, companheira, emancipada e política, onde o sujeito não seja tratado como objeto em seu proprio processo de aprendizagem e sim como parte ativa da construção do seu conhecimento.

devemos pensar nas muitas possibilidades que as tecnologias hoje tem nos dado para emancipar ou centralizar o sujeito em torno de informações e fatos agregando ou isolando a informação de qualquer parte do mundo.

Nós educadores temos que partir do pressuposto que o ato de ensinar é, e deve sempre ser, construido e re-significado a partir da leitura e da interação do educando/educador e do educador/educabndo com o mundo que o cercae o legitima como sujeito cognocente.

André Araújo.

Tuesday, September 12, 2006

Capitalismo x Socialismo: como se incluir nessa história?

Caros (a) leitores (as),

hoje tivemos a oportunidade de confrontar idéias acerda da inclusão digital em um sistema capaitalista.

começamos, pensando e analizando como está desenhado esse modo de produção tão indivudualista e que se acenta na apropriação dos meios de produção e no acúmulo de capital nas mãos de poucos e na venda da força de trabalho e da perda dos meios de produção de muitos alargando o cinturão da pobreza gerando o que os estudiosos tem chamado de vítimas da transformação.

pensar em incluir-se neste modelo social é alimentar uma idéia acrítica frente as estruturas pre- estabelecidas do neo-liberalismo.

vivemos em uma sociedade baseada no individualismo, onde a competitividade e a hierarquia faz parte da relação de ensino-aprendizagem fundamentando muitos dos processos pedagógicos contemporaneos, amplinado o que Karl Marx chama de Looping ou lixo do capitalismo, afastando as pessoas das relações sociais e colocandua-as a margem do processo político, econômico social e histórico abrindo a vala da exclusão social.

temos que buscar estrategias que além de incluir estas pessoas também as integrem ao processo social e político do seu tempo, onde palavras como dignidade, cooperação, troca, compartilhamento de saber, inteligência e transformação coletiva, traduzam o modo de vida das pessoas e o seu soho de sociedade.

acreditar que transformação social é possível não é UTOPIA...UTOPIA é espera que outros façam por NÒS.

André Araújo.