"Rádio na Escola uma sintonia legal"
Caros Leitores,
Este breve artigo terá como objetivo trazer para cena uma breve discussão sobre rádio e educação, abordando de forma superficial o papel da rádio dentro da escola como um elemento integrante e facilitador do aprendizado de educadores e educandos.
A primeira transmissão radiofônica ocorreu em 24 de maio de 1844 por Samuel F. B. Morse, com o objetivo de ser um veículo de comunicação a serviço da classe dominante reproduzindo uma cultura elitista, centrada em um modelo de sociedade que só reforça a desigualdade entre as classes acentuando assim a pobreza no mundo provocada pela nova ordem mundial.
Sendo assim o Brasil tem o seu primeiro contato com a nova invenção por volta de 1893, com o padre e cientista brasileiro Roberto Landell de Moura, que realizou a primeira transmissão falada, sem fios, por ondas eletromagnéticas, iniciativa esta que futuramente iria se tornar o meio de comunicação mais comum do país.
Com a crescente necessidade de adaptação dos meios de comunicação a realidade dos seus usuários, o rádio hoje no Brasil é muito mais que um entretenimento e acima de tudo um veiculo de comunicação a serviço de uma ideologia dominante que difunde idéias e forma opinião.
Hoje no Brasil e no mundo temos uma variedade de modelos de rádio, temos as educativas, comerciais, Web, digitais, livres, piratas e as comunitárias entre outras que tem o objetivo cada uma de sua forma de levar informação aos ouvintes e comunicar com eles através de sua programação.
Pensar uma relação entre a rádio e a educação, é abrir um precedente para pensarmos na educação que temos? A que queremos? E a educação que verdadeiramente precisamos?
O modelo de educação em nosso país é fruto de uma educação elitista e tradicional, onde as inovações didático - pedagógicas, na maioria das vezes, são pacotes prontos, imposto por uma cultura cartesiana, castradora e dogmática. Na qual as pessoas são privadas do seus direito de escolha e dos seus direitos básicos como educação. E a educação que deveria ser um veículo de emancipação/ libertação acaba sendo utilizada a serviço de um ideal de sociedade, como parte estruturante de uma sociedade reprodutora e competitiva.
Quando se estabelece um processo de ensino-aprendizagem, todos os meios didáticos, metodológicos e pedagógicos devem está a serviço do desenvolvimento do educando e do educador que um dos mediadores do processo. Além de estar internalizado no corpo do planejamento político pedagógico das escolas e na pratica dos docentes.
O que tem ocorrido no cotidiano das escolas é que há uma resistência a estas iniciativas como, por exemplo: rádio na escola, quando isso ocorre só é vista como recurso pedagógico extra classe, em momento algum isso passa a ser incorporado com parte do currículo escola é sempre algo extra.
Sendo assim estas iniciativas acabam se tornando um apêndice no processo de aprendizagem do educando, pois são espaços que só são utilizados em “horários vagos”, ou como um projeto específico de uma turma ou de um semestre.
São atitudes como estas que tem contribuído para a manutenção do modelo de educação bancaria tão teorizado por Paulo Freire, onde assumimos como educadores uma postura acumulativa de conhecimento e tudo o que queremos é repassar para os nossos educandos tudo aquilo que achamos que sabemos e é necessário que eles saibam, matando sua capacidade criativa de aprender e apreender o mundo com seus próprios olhos.
Acreditamos que a educação deve desenvolver o seu papel fundamental de educação para emancipação, agregando como parte inerente ao processo todas iniciativas que visem qualificar a relação de ensino - aprendizagem do educando e do educador preparando-os para a vida e não somente para passar no vestibular.
O rádio na escola deve ser visto como mais uma voz qualificada e qualificadora da educação, onde professores e alunos vão aprender juntos a fazer uma re-leitura do mundo em que vivem, além das salas de aulas, mais que também é aula. É construção de conhecimento coletivo, é produção colaborativa quando vão produzir um programa sobre meio ambiente ou sobre reciclagem, é interdisciplinaridade para a vida.
Acreditamos na educação como fundamento para libertar a mente do homem que esta aprisionada nas amarras da ignorância, buscando romper as amarras que nos impede de gritar por liberdade intelectual e re-significar velhos aparelho ideológicos do estado, para que possam traduzir a ideologia de uma sociedade livre de pensamento e espírito criativo.
Bibliografia:
· ALTHUSSER, Louis, aparelhos ideológicos do estado, ed. Paz e terra S/A, 1999, São Paulo.
· FREIRE, Paulo; Pedagogia do oprimido, ed. Paz e terra, S/A, 1987, São Paulo.
· ____________; Importância do ato de ler, ed. CORTEZ, 1995, São Paulo.
· Disponível em: acessado em 08 e 09/12/06
· http://www.bn.com.br/radios-antigos/radio.htm
· http://www.microfone.jor.br/historia.htm
· http://paginas.terra.com.br/arte/sarmentocampos/Historia.htm
· http://www.locutor.info/
Este breve artigo terá como objetivo trazer para cena uma breve discussão sobre rádio e educação, abordando de forma superficial o papel da rádio dentro da escola como um elemento integrante e facilitador do aprendizado de educadores e educandos.
A primeira transmissão radiofônica ocorreu em 24 de maio de 1844 por Samuel F. B. Morse, com o objetivo de ser um veículo de comunicação a serviço da classe dominante reproduzindo uma cultura elitista, centrada em um modelo de sociedade que só reforça a desigualdade entre as classes acentuando assim a pobreza no mundo provocada pela nova ordem mundial.
Sendo assim o Brasil tem o seu primeiro contato com a nova invenção por volta de 1893, com o padre e cientista brasileiro Roberto Landell de Moura, que realizou a primeira transmissão falada, sem fios, por ondas eletromagnéticas, iniciativa esta que futuramente iria se tornar o meio de comunicação mais comum do país.
Com a crescente necessidade de adaptação dos meios de comunicação a realidade dos seus usuários, o rádio hoje no Brasil é muito mais que um entretenimento e acima de tudo um veiculo de comunicação a serviço de uma ideologia dominante que difunde idéias e forma opinião.
Hoje no Brasil e no mundo temos uma variedade de modelos de rádio, temos as educativas, comerciais, Web, digitais, livres, piratas e as comunitárias entre outras que tem o objetivo cada uma de sua forma de levar informação aos ouvintes e comunicar com eles através de sua programação.
Pensar uma relação entre a rádio e a educação, é abrir um precedente para pensarmos na educação que temos? A que queremos? E a educação que verdadeiramente precisamos?
O modelo de educação em nosso país é fruto de uma educação elitista e tradicional, onde as inovações didático - pedagógicas, na maioria das vezes, são pacotes prontos, imposto por uma cultura cartesiana, castradora e dogmática. Na qual as pessoas são privadas do seus direito de escolha e dos seus direitos básicos como educação. E a educação que deveria ser um veículo de emancipação/ libertação acaba sendo utilizada a serviço de um ideal de sociedade, como parte estruturante de uma sociedade reprodutora e competitiva.
Quando se estabelece um processo de ensino-aprendizagem, todos os meios didáticos, metodológicos e pedagógicos devem está a serviço do desenvolvimento do educando e do educador que um dos mediadores do processo. Além de estar internalizado no corpo do planejamento político pedagógico das escolas e na pratica dos docentes.
O que tem ocorrido no cotidiano das escolas é que há uma resistência a estas iniciativas como, por exemplo: rádio na escola, quando isso ocorre só é vista como recurso pedagógico extra classe, em momento algum isso passa a ser incorporado com parte do currículo escola é sempre algo extra.
Sendo assim estas iniciativas acabam se tornando um apêndice no processo de aprendizagem do educando, pois são espaços que só são utilizados em “horários vagos”, ou como um projeto específico de uma turma ou de um semestre.
São atitudes como estas que tem contribuído para a manutenção do modelo de educação bancaria tão teorizado por Paulo Freire, onde assumimos como educadores uma postura acumulativa de conhecimento e tudo o que queremos é repassar para os nossos educandos tudo aquilo que achamos que sabemos e é necessário que eles saibam, matando sua capacidade criativa de aprender e apreender o mundo com seus próprios olhos.
Acreditamos que a educação deve desenvolver o seu papel fundamental de educação para emancipação, agregando como parte inerente ao processo todas iniciativas que visem qualificar a relação de ensino - aprendizagem do educando e do educador preparando-os para a vida e não somente para passar no vestibular.
O rádio na escola deve ser visto como mais uma voz qualificada e qualificadora da educação, onde professores e alunos vão aprender juntos a fazer uma re-leitura do mundo em que vivem, além das salas de aulas, mais que também é aula. É construção de conhecimento coletivo, é produção colaborativa quando vão produzir um programa sobre meio ambiente ou sobre reciclagem, é interdisciplinaridade para a vida.
Acreditamos na educação como fundamento para libertar a mente do homem que esta aprisionada nas amarras da ignorância, buscando romper as amarras que nos impede de gritar por liberdade intelectual e re-significar velhos aparelho ideológicos do estado, para que possam traduzir a ideologia de uma sociedade livre de pensamento e espírito criativo.
Bibliografia:
· ALTHUSSER, Louis, aparelhos ideológicos do estado, ed. Paz e terra S/A, 1999, São Paulo.
· FREIRE, Paulo; Pedagogia do oprimido, ed. Paz e terra, S/A, 1987, São Paulo.
· ____________; Importância do ato de ler, ed. CORTEZ, 1995, São Paulo.
· Disponível em: acessado em 08 e 09/12/06
· http://www.bn.com.br/radios-antigos/radio.htm
· http://www.microfone.jor.br/historia.htm
· http://paginas.terra.com.br/arte/sarmentocampos/Historia.htm
· http://www.locutor.info/
